Doenças sexualmente transmissíveis
O que são doenças sexualmente transmissíveis (DST)?
Doenças sexualmente transmissíveis (DST), antigamente chamadas de doenças venéreas, são aquelas que você adquire ao ter contato sexual (vaginal, oral ou anal) com alguém que já tenha DST. Causadas por várias bactérias e vírus, mais de 20 doenças sexualmente transmissíveis afetam homens e mulheres. Ainda que algumas doenças sexualmente transmissíveis tenham cura, outras acompanham a pessoa por toda a vida (não têm cura). Doenças sexualmente transmissíveis podem afetar a saúde física, emocional e a qualidade de vida da pessoa. Especialistas acreditam que ter uma doença sexualmente transmissível eleva as chances da pessoa ser infectada com o HIV, o vírus que causa AIDS.É muito comum a pessoa não apresentar sintomas das doenças sexualmente transmissíveis, na maioria das vezes nos estágios iniciais da doença. Isso pode ocasionar a falta de tratamento até que a doença fique severa. A falta de tratamento precoce pode causar problemas sérios como infertilidade. Algumas doenças sexualmente transmissíveis podem passar para o bebê durante o parto ou gravidez.
Sífilis
Descrição
É uma doença causada pela bactéria Treponema pallidum, transmitida pela via sexual.
Causas
A bactéria entra no organismo pelas membranas mucosas da vagina ou da boca, e também através da pele, encaminha-se aos gânglios linfáticos e estende-se pelo sangue a todo o corpo. Não existe imunidade em uma pessoa que tenha sido acometida pela sífilis, e a infecção pode ocorrer novamente. Uma mãe com sífilis pode transmitir a doença ao feto.
Sintomas
Entre a semana 1 e 13 de ocorrido o contágio, aparecem os sintomas, mas na maioria dos casos, aparecem na semana 3 ou 4. O desenvolvimento da sífilis foi dividido em quatro estágios. A doença começa com o aparecimento do cancro (uma lesão indolor) no local da infecção (vulva, vagina ou pênis) e/ou também em outros lugares, tais como dedos, cerviz, língua, garganta, ânus, reto ou lábios. O cancro primeiramente aparece como uma pápula que se abre e libera um líquido muito infeccioso. Em outras fases aparece uma erupção cutânea, que pode ser prolongada, inflamação dos gânglios, ossos e articulações, inflamação renal, úlceras na boca, queda do cabelo, náuseas, vômitos e perda do apetite, febre e anemia. Esses sintomas, via de regra, melhoram, e o doente entra num período de latência, sem sintoma algum. Esse estágio pode durar anos, décadas ou a vida toda. Mas também pode aparecer o último estágio, no qual a doença já não mais se contagia, mas pode produzir: sífilis cardiovascular, neurosífilis ou sífilis terciária benigna.
Diagnosticos
Os sintomas indicam a possibilidade de contágio de sífilis, confirmados por exame clínico e testes laboratoriais. Realiza-se análise de sangue, de dois tipos diferentes e análise de amostras do líquido de uma úlcera ao microscópio.
Tratamentos
O antibiótico que apresenta uma melhor resposta para todos os estágios é a penicilina. Outros medicamentos podem ser aplicados às pessoas alérgicas a esse antibiótico. Devem ser evitados os relacionamentos sexuais até completar o tratamento, tanto do paciente quanto do seu parceiro sexual, pois a sífilis é contagiosa nos dois primeiros estágios. Os parceiros sexuais de um doente de sífilis, entre os 3 e os 12 meses anteriores ao aparecimento dos primeiros sintomas, deve realizar controles periódicos.
Gonorréia
Conceito
Doença infecto-contagiosa que se caracteriza pela presença de abundante secreção purulenta (corrimento) pela uretra no homem e vagina e/ou uretra na mulher. Este quadro frequentemente é precedido por prurido (coceira) na uretra e disúria (ardência miccional). Em alguns casos podem ocorrer sintomas gerais, como a febre. Nas mulheres os sintomas são mais brandos ou podem estar ausentes (maioria dos casos).
Sinônimos
Uretrite Gonocócica, Blenorragia, Fogagem
Agente
Neisseria gonorrhoeae
Complicações/Consequências
Abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Doença Inflamatória Pélvica. Infertilidade. Epididimite. Prostatite. Pielonefrite. Meningite. Miocardite. Gravidez ectópica. Septicemia, Infecção ocular (ver foto abaixo) , Pneumonia e Otite média do recém-nascido. Artrite aguda etc. Assim como a infecção por clamídia, é uma das principais causas infecciosas de infertilidade feminina.
Transmissão
Relação sexual. O risco de transmissão é superior a 90%, isto é, ao se ter um relacionamento sexual com um(a) parceiro(a) doente, o risco de contaminar-se é de cerca de 90%. O fato de não haver sintomas (caso da maioria das mulheres contaminadas), não afeta a transmissibilidade da doença.
Período de Incubação
2 a 10 dias
Diagnóstico
Exame das secreções coradas pelo Gram e/ou cultura do mesmo material.
Tratamento
Antibióticos.
Prevenção
Camisinha. Higiene pós-coitoHerpes Simples Genital
Conceito
Infecção recorrente (vem, melhora e volta) causadas por um grupo de vírus que determinam lesões genitais vesiculares (em forma de pequenas bolhas) agrupadas que, em 4-5 dias, sofrem erosão (ferida) seguida de cicatrização espontânea do tecido afetado. As lesões com frequência são muito dolorosas e precedidas por eritema (vermelhidão) local. A primeira crise é, em geral, mais intensa e demorada que as subsequentes. O caráter recorrente da infecção é aleatório (não tem prazo certo) podendo ocorrer após semanas, meses ou até anos da crise anterior. As crises podem ser desencadeadas por fatores tais como stress emocional, exposição ao sol, febre, baixa da imunidade etc.
A pessoa pode estar contaminada pelo virus e não apresentar ou nunca ter apresentado sintomas e, mesmo assim, transmití-lo a(ao) parceira(o) numa relação sexual.
Sinônimos
Herpes Genital
Agente
Virus do Herpes Genital ou Herpes Simples Genital ou HSV-2. É um DNA vírus.
Observação: Outro tipo de Herpes Simples é o HSV-1, responsável pelo Herpes Labial. Tem ocorrido crescente infecção genital pelo HSV-1 e vice-versa, isto é, infecção labial pelo HSV-2, certamente em decorrência do aumento da prática do sexo oral ou oro-genital.
Complicações/Consequências
Abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Infecções peri e neonatais. Vulvite. Vaginite. Cervicite. Ulcerações genitais. Proctite. Complicações neurológicas etc.
Transmissão
Frequentemente pela relação sexual. Da mãe doente para o recém-nascido na hora do parto.
Período de Incubação
1 a 26 dias. Indeterminado se se levar em conta a existência de portadores em estado de latência (sem manifestações) que podem, a qualquer momento, manifestar a doença.
Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico (anamnese e exame físico). A cultura e a biópsia são raramente utilizados.
Tratamento
Não existe ainda tratamento eficaz quanto a cura da doença. O tratamento tem por objetivo diminuir as manifestações da doença ou aumentar o intervalo entre as crises.
Prevenção
Não está provado que a camisinha diminua a transmissibilidade da doença. Higienização genital antes e após o relacionamento sexual é recomendável. Escolha do(a) parceiro(a).